Exigências arqueológicas podem atrasar EF-118 que vai ligar o Porto do Açu ao Espírito Santo

Exigências arqueológicas podem atrasar EF-118 que vai ligar o Porto do Açu ao Espírito Santo

A ferrovia é considerada estratégica para ampliar a logística de cargas entre os dois estados e fortalecer o escoamento da produção pelo litoral Sudeste

As exigências arqueológicas impostas durante o processo de licenciamento ambiental podem provocar novos atrasos na concessão da As exigências arqueológicas impostas durante o processo de licenciamento ambiental podem provocar novos atrasos na concessão da EF-118, ferrovia planejada para ligar o Porto do Açu ao Espírito Santo. O projeto é considerado estratégico para ampliar a logística de cargas entre os dois estados e fortalecer o escoamento da produção pelo litoral Sudeste.

A preocupação ganhou força após o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) passar a exigir levantamentos arqueológicos em uma faixa de até 500 metros de cada lado do traçado previsto para a ferrovia. A medida foi considerada excessiva por integrantes do setor de infraestrutura e pela estatal Infra S.A., responsável pelos estudos do empreendimento.

O trecho prioritário da EF-118 prevê cerca de 246 quilômetros de extensão entre São João da Barra, no Norte Fluminense, e a conexão com a Estrada de Ferro Vitória-Minas, no Espírito Santo. A ferrovia integra o chamado Anel Ferroviário do Sudeste e é vista como peça importante para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade dos portos da região.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a exigência do Iphan obrigaria equipes técnicas a realizarem varreduras arqueológicas em áreas rurais, pastagens, fazendas e regiões de mata ao longo de praticamente todo o corredor ferroviário. Técnicos ligados ao projeto avaliam que o procedimento pode elevar custos, ampliar prazos e até comprometer o cronograma da concessão.

O Ministério dos Transportes trabalha para evitar que o impasse atrase ainda mais o leilão da ferrovia. A previsão inicial era publicar o edital ainda neste ano, mas o avanço das exigências ambientais e patrimoniais trouxe incertezas ao calendário.

A EF-118 é aguardada com expectativa pelo setor produtivo e pelo complexo do Porto do Açu, que aposta na conexão ferroviária para ampliar o transporte de minério, grãos, combustíveis e fertilizantes. Empresários e autoridades locais defendem que a obra poderá transformar a logística regional e consolidar o Norte Fluminense como um dos principais corredores de exportação do país.