Campos registra aumento na nota do Ideb pela segunda vez consecutiva

Campos registra aumento na nota do Ideb pela segunda vez consecutiva

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do município subiu de 5,4 em 2023 para 5,7 em 2025 nos anos iniciais

Pela segunda vez consecutiva, Campos registrou aumento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), subindo de 5,4 em 2023 para 5,7 em 2025 nos anos iniciais. O resultado foi publicado nesta quarta-feira (5), pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em coletiva de imprensa realizada na sede do MEC, em Brasília (DF).

O índice obtido em 2021 foi de 4,7, enquanto, em 2017, Campos alcançou a nota 4,6. Em 2020, Campos não coletou os dados preconizados pelo MEC, deixando a educação municipal sem referência, pela primeira vez, após 15 anos. Nos anos finais, a nota atual é 4,2, a mesma do último Ideb.

O prefeito Frederico Paes afirmou que a cidade não apenas voltou a fazer parte da lista dos municípios brasileiros que possuem Ideb, mas continua evoluindo e avançando na qualidade do ensino público, a partir de medidas efetivas implementadas desde 2021, por meio do Programa de Aprendizagem Eficiente (PAE), norteador das ações da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) para a rede municipal de ensino.

“A evolução na nota do Ideb é a prova real de que o trabalho sério pela educação da nossa cidade está dando frutos e transformando o futuro das nossas crianças. Prova que os investimentos que temos feito nas escolas e creches, na estrutura de ensino, na infraestrutura, com novas construções, ampliações e obras; aumento na oferta de vagas, implantação da educação midiática e digital; entre outros, está dando resultados. Minha mãe foi professora e sempre acreditei na importância da educação para a melhoria da qualidade de vida da população. Agradeço a dedicação diária dos professores, de toda a equipe escolar, das famílias dos alunos e dos servidores da Educação. Parabéns e muito obrigado!”, disse Frederico.

De acordo com a secretária da pasta, Tânia Alberto, o Ideb é o principal indicador da qualidade da educação básica brasileira, calculado a cada dois anos. O índice foi criado em 2007 e representa o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a evolução da aprendizagem e do fluxo escolar.

Segundo ela, diversas medidas contribuíram para esse resultado, com destaque para três ações: investimentos públicos, formação continuada dos profissionais da rede e atendimento estratégico de gestão com orientação aos diretores escolares e pedagogos. Tânia explicou que houve um crescimento real na proficiência dos estudantes, ou seja, no desempenho de língua portuguesa e matemática, tanto nos anos iniciais como nos anos finais.

“Essa é a nossa maior nota histórica. Estamos criando um legado para a educação de Campos e temos muito orgulho dos nossos educadores e demais profissionais, pois colocaram o foco principal no aluno, garantindo mais aprendizado e oportunidades na sala de aula. Estamos investindo em escolas em tempo integral, ampliamos cerca de 40 unidades, construímos novas escolas, reformamos outras 50, aproximadamente; implantamos o Caminhão Saúde na Escola, com ações intersetoriais em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde; ofertamos centenas de bolsas de estudo para pesquisa, ciência, empreendedorismo, tecnologia e inovação; estamos avançando na educação do campo e quilombola; investimos em laboratórios de informática, de matemática, de ciência; garantimos chromebooks aos professores, tablets para os estudantes; cerca de 60 mil maletas do Projeto Biblioteca em Casa foram garantidas aos alunos, e muitas outras medidas estão garantindo esses avanços”, declarou Tânia.

A secretária explicou, ainda, que 93 escolas com anos iniciais foram avaliadas. “Isso é muito importante para que todos entendam que esse resultado não é só histórico, também é muito significativo, porque das 97 escolas selecionadas pelo MEC, 93 tiveram a quantidade de alunos suficientes para fazer essa avaliação. E de sexto ao nono ano, das 39 selecionadas, 35 unidades fizeram a prova. Dessa vez conseguimos medir muito mais escolas. Seria muito confortável tirar uma nota melhor, selecionando apenas algumas escolas, mas não foi o que aconteceu. Isso tem um valor agregado muito grande, pois trata-se de um dado real da nossa rede”, detalhou.