121 anos: idosa de Itaperuna reconhecida como a mulher mais velha do Brasil

121 anos: idosa de Itaperuna reconhecida como a mulher mais velha do Brasil

Deolira Glicéria Pedro da Silva teve a idade homologada pelo RankBrasil e agora pode buscar reconhecimento do Guinness World Records

Uma moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, entrou oficialmente para a história da longevidade brasileira. Aos 121 anos, Deolira Glicéria Pedro da Silva foi reconhecida pelo RankBrasil como a mulher mais longeva do país.

Nascida em 10 de março de 1905, em Porciúncula, também no Noroeste do Rio, Deolira recebeu o certificado após um processo de análise de documentos utilizados para comprovar sua idade. Entre os registros avaliados está a certidão de nascimento emitida pelo cartório de Porciúncula.

A certificação representa o resultado de uma busca que envolveu familiares e profissionais que acompanham a idosa. A comprovação da idade, segundo as informações divulgadas pelo RankBrasil, levou em consideração documentos civis e previdenciários, além de registros complementares.

Documentos foram recuperados após enchente

Um dos principais desafios enfrentados pela família foi recuperar documentos antigos. Parte dos registros que poderiam ajudar a comprovar a idade de Deolira foi perdida durante uma enchente em 1977, quando ela ainda vivia em Porciúncula. Com isso, familiares precisaram buscar registros em cartórios e instituições religiosas para reconstruir a documentação necessária.
A certidão de nascimento e outros documentos acabaram sendo fundamentais para o processo de homologação do recorde brasileiro.

Deolira vive em Itaperuna há quase cinco anos. Antes disso, passou grande parte da vida no campo, trabalhando na lavoura ao lado do marido e criando os filhos.

Próximo objetivo: o recorde mundial

O reconhecimento nacional abriu caminho para uma nova tentativa: levar a documentação de Deolira ao Guinness World Records.

O geriatra Juair de Abreu Pereira, que acompanha a idosa, vem reunindo documentos e informações para tentar comprovar internacionalmente a idade dela. Entretanto, o processo internacional possui exigências próprias e pode demandar documentação original e outras evidências capazes de confirmar a data de nascimento.

Caso a idade seja validada internacionalmente, Deolira poderá entrar na disputa pelo título de pessoa mais longeva do mundo. A marca histórica ainda é associada à francesa Jeanne Calment, que morreu em 1997 aos 122 anos e 164 dias.

Uma vida que atravessou três séculos
Nascida no início do século XX, Deolira testemunhou transformações que mudaram completamente a sociedade. Quando nasceu, Santos Dumont ainda não havia realizado o voo do 14-Bis, a televisão não existia e o mundo vivia uma realidade muito diferente da atual.

Ao longo de 121 anos, ela acompanhou guerras, mudanças políticas, avanços da medicina, chegada do homem à Lua e a transformação tecnológica que levou o mundo até a era da internet.

Agora, a história da moradora de Itaperuna ganha um novo capítulo. Depois de ter sua longevidade reconhecida oficialmente no Brasil, Deolira pode se tornar alvo de uma investigação documental ainda maior em busca de uma possível marca mundial de longevidade.