PF deflagra 5ª fase da Operação Unha e Carne; Bacellar, pastor e bicheiro na lista

PF deflagra 5ª fase da Operação Unha e Carne; Bacellar, pastor e bicheiro na lista

Os agentes cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF, que determinou o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões

A Polícia Federal deflagrou ba na manhã desta quinta-feira (2), a quinta fase da Operação Unha e Carne com o objetivo de aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo “capo” da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro. Entre os alvos estão o pastor Márcio Poncio, preso em um hotel na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar e o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, ambos já estão presos no Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, mas o ex-deputado vai ser transferido para um presídio federal, segundo apurou o G1.

Na ação, policiais federais cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF em endereços vinculados aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Além disso, o STF determinou o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.

Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder de Adilsinho indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro.

As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, a identificação do fluxo financeiro investigado e a apuração da participação de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema.

A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

*Com informações da Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro