Colônia de Pescadores Z-21 e ONG Projeto Piabanha soltam alevinos no Paraíba

Colônia de Pescadores Z-21 e ONG Projeto Piabanha soltam alevinos no Paraíba

Ação em São Fidélis somou mais de mil filhotes de Grumatã de olho vermelho, Piabanha e Surubim-do-Paraíba, bagre nativo da Bacia

O sábado (29) foi de grande entusiasmo e demonstração de consciência ecológica para um grupo de pessoas na cidade de São Fidélis, no Norte Fluminense. Integrantes de diferentes segmentos, entre pescadores, alunos de escolas locais e representantes de diversas entidades participaram de evento para a soltura de alevinos de três espécies nativas no Rio Paraíba do Sul. De alguma forma, todas estão ameaçadas devido à sobrepesca e outros fatores, incluindo a poluição dos recursos hídricos, especialmente por esgotos domésticos e industriais.

A ação foi uma iniciativa resultante da parceria entre a Colônia de Pescadores Z-21, de São Fidélis, com atuação em nove municípios do Norte e Noroeste Fluminense, e a ONG Projeto Piabanha, de Itaocara, município limítrofe de São Fidélis.

“Fizemos a soltura de três espécies ameaçadas de extinção no Paraíba do Sul, que são a Grumatã, o Surubim e a Piabanha. O evento foi de grande importância, em comemoração ao Dia Mundial da Água, que foi no último dia 22, mas a gente não teve como realizar a soltura. O evento foi muito produtivo, muitas crianças, alunos das escolas locais participando, bem como a população em geral. A ação ajuda a conscientizar a população sobre a importância de preservar o nosso Rio Paraíba do Sul”, afirmou o presidente da Colônia Z-21, Sirley Ornelas.

A soltura dos “filhotinhos de peixe”, feita perto da ponte metálica da cidade, somou mais de mil alevinos das três espécies. A Grumatã amarelada de olho vermelho não é mais encontrada nos rios e lagoas da região há mais de 30 anos, bem como o Surubim-do-Paraíba, um bagre de dorso escuro e manchas pequenas e alongadas, endêmico da Bacia do Paraíba do Sul, que praticamente desapareceu na natureza. E ainda a Piabanha, peixe bastante apreciado pelo seu sabor, mas que precisa de água de boa qualidade para se reproduzir.

“Além da conscientização e conservação, é igualmente importante destacar a volta dessas espécies ao rio para que os pescadores tenham como manter sua atividade, aumentar sua renda, suprir suas necessidades, sobrevivendo da pesca. E que estejamos sempre unidos para que a gente traga mais vida para o nosso Rio Paraíba do Sul, que tanto sofre com os impactos dos esgotos e dos desastres ambientais que ocorreram nos últimos anos”, acrescentou Sirley Ornelas.

Participaram também como apoiadores, a Prefeitura de São Fidélis, a Confederação Brasileira da Pesca e Aquicultura (CBPA), a Federação de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), a Federação de Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (Feperg), o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a Frente Limpa Rio.